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Militar da reserva vira réu por feminicídio da esposa, escrivã da PF no Paraná
24-07-2026 14:16

Militar vira réu pela morte de escrivã da PF em Cascavel
A Justiça do Paraná aceitou a denúncia contra o militar da reserva do Exército Júlio César Valteman, de 58 anos, acusado de matar a esposa, a escrivã da Polícia Federal Vanessa Marty, de 44 anos.
Com a decisão, ele se tornou réu por feminicídio.
O crime aconteceu em Cascavel, no oeste do Paraná, em 24 de junho.
Relembre abaixo. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp A morte aconteceu depois que o casal voltou de um bar, onde estavam assistindo ao jogo entre Brasil e Escócia.
Conforme a investigação, Júlio acionou o socorro afirmando que Vanessa havia atirado contra a própria cabeça.
A investigação, porém, apontou contradições no depoimento e indícios de alteração na cena do crime. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apresentou a denúncia, há elementos suficientes para apontar a responsabilidade de Júlio César pela morte da esposa. Casal estava junto há 15 anos, segundo a polícia Reprodução/ Rede Sociais Conforme a acusação, o relacionamento do casal era conturbado.
Pessoas próximas relataram que o comportamento do militar já era conhecido no círculo de convivência. A defesa de Júlio César afirmou que a denúncia foi apresentada antes da conclusão das provas técnicas.
Disse também que o casal tinha discussões, mas que não havia registros formais de agressão, e alegou que Vanessa enfrentava um quadro psiquiátrico, com histórico de tentativa de suicídio, ponto que, segundo o advogado, deve ser considerado no processo. O Ministério Público afirma que as provas reunidas até o momento são suficientes para sustentar a acusação, mas que algumas perícias ainda estão em andamento. Leia também: Queda avião da Voepass: mãe de criança que morreu fala sobre divulgação da investigação Investigação: Marroquina é abandonada com filhos em rodoviária do PR Londrina: Jovem que desapareceu após viajar para passar férias no PR é encontrada com vida Relembre o crime A morte aconteceu na noite de quarta-feira (24), depois que o casal voltou de um bar, onde estavam assistindo ao jogo entre Brasil e Escócia.
O casal tem uma filha e estava junto há cerca de 15 anos.
Conforme o delegado Ian Baptista de Leão, o militar disse em depoimento que ele e a esposa tinham voltado para a casa para assistir ao segundo tempo do jogo.
Ele contou que saiu do carro, ouviu os disparos e, quando voltou ao veículo, encontrou Vanessa quase sem vida e acionou o socorro.
"Ele disse que escutou os disparos no momento em que ele estava fora do veículo e depois retornou e verificou que ela estava quase sem vida e respirando com dificuldade", informou Leão.
Mulher foi encontrada com um tiro da cabeça, dentro do carro, em Cascavel, no Paraná. Hugo Mendes/RPC O delegado informou que Vanessa morreu com um tiro na cabeça e a arma usada no disparo era de Júlio.
A Polícia Científica foi acionada e periciou a cena do crime.
Contudo, segundo o delegado, foram coletadas provas divergem do depoimento de Júlio.
"Os peritos encontraram provas que não são compatíveis com suicídio, como distância da arma e ausência de sinais e efeitos balísticos na vítima, como pólvora, zona de chamuscamento.
Quando o tiro é dado de forma próxima, existem alguns fenômenos físicos que atingem o corpo da vítima.
E esses elementos não foram verificados no momento da apresentação da ocorrência", disse o delegado.
Leão informou que imagens de câmeras de segurança cedidas pelo militar, mostram que o tiro aconteceu dentro do carro e Júlio teria demorado cerca de três minutos para verificar a situação.
Segundo o delegado, a câmera fica voltada para a rua, por isso não registrou o momento do tiro, somente os sons.
O vídeo não foi divulgado pela polícia.
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